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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O CAOS INSTALADO. QUEM TEM CORAGEM DE REAGIR?

 
Fonte: Everaldo Paixão e Silva
Fonte: Everaldo Paixão e Silva
Fonte: Everaldo Paixão e Silva
 
 

Quando você transita pelas principais ruas de Araripina principalmente pelo centro comercial, percebe que o trânsito é um caos. Os veículos são estacionados em pontos proibidos e o risco iminente de um veículo bater em outro é grande o que aumenta evidentemente os riscos de ocorrer acidentes.

Se voltar o olhar minucioso para as aberrações, perceberá muito mais do que um trânsito caótico em que todas as calçadas são obstruídas e o transeunte tem dificuldades de circular livremente por elas que na verdade são vias públicas. Portões das residências obstruem as passagens, pois são abertos diretamente para as vias públicas (as calçadas, que muitas vezes são construídas em alturas elevadas como se não tivéssemos uma população com portadores de necessidades especiais), cisternas são construídas também em calçadas, talvez infringindo o Código de Postura do Município (não tenho conhecimento sobre tal), os restaurantes, lanchonetes e outros pontos comerciais, fazem o velho “puxadinho” e utiliza as mesmas como extensão dos seus negócios, amontoando cadeiras, mesas e produtos diversos proibindo a passagem dos passantes. Dividimos nas ruas espaço milimétrico com os veículos porque as vias dos transeuntes são obstruídas. E as irregularidades são estendidas por uma cidade que não teve um planejamento urbano e estético o que às vezes ajuda a aumentar a desordem. Os estabelecimentos antigos como farmácias, bares, frigoríficos e lanchonetes que precisam se ajustar aos padrões exigidos por alguns órgãos insistem em manter estruturas irregulares. As feiras livres já causam bastante transtorno e aumentam a proporção dos incômodos, dividem espaço com bancos, lotéricas, estacionamento, lixo (muito lixo gerado pelos feirantes e consumidores) e com os passantes.  

O comércio ilegal também prospera à medida que a economia tende a crescer e as vias de acesso dos passantes também são obstruídas com as bancas de vendas de CDs e DVDs piratas, e tudo acontece normalmente como se vivêssemos em uma cidade sem lei. As praças que eram cartões-postais viraram praças de alimentação. Ali vendem de tudo e quem vem de fora se instala infiltrado num mercado ilegal, comercializando desde sabão de fabricação duvidosa, chocolates em liquidação, frutas e tudo que se imagina, tornando um lugar que seria para diversão, descontração em família e um cantinho para o lazer em uma verdadeira desordem. Basta andar pela a cidade à noite e durante o dia, que perceberá que a nossa paisagem que em 1986 era de ambiente florido e que eram cenários para belas fotos, não tem mais a limpeza, a ordem e os bancos das praças intactos. São cenários de sujeiras em que a pretensão dos comerciantes que se instala em qualquer ponto da cidade é puramente financeira.

Quem terá coragem de reagir a tanto abuso e absurdo? Quem colocará a nossa cidade ao status de Princesa do Sertão? Quem fará imposição a uma população mal educada que apenas usufrui da terrinha para lucros financeiros?

Estamos todos ansiosos acreditando em um novo rumo em uma nova Araripina que se buscará resgatar para equiparar progresso e desenvolvimento com responsabilidade. Um desenvolvimento sustentável só se faz com muita sabedoria e vontade de fazer exigindo de um povo a civilidade, o respeito pelo ambiente em que se vive e principalmente com o discernimento de que todo gasto desnecessário o ônus vem para todos.  Manter uma cidade limpa não depende só do gestor municipal, mas da contribuição de todos, e para isso é necessário algumas atitudes severas, punições para aqueles que sujam as ruas sem nenhum remorso e sem saber que está causando desconforto. Volto a bater na mesma tecla: só se constrói uma cidade limpa e organizada quando as autoridades competentes resolverem agir com austeridade, pois esperar do nosso povo o mínimo de decência é fazer chover no molhado.

Eu espero que a Política Nacional de Resíduos Sólidos seja apressada, discutida e debatida com a população, que é para dar responsabilidades a ambos: poder público e povo, para que assim partamos para uma aprovação de um Plano bem elaborado num consenso com a sociedade e saibamos quais as responsabilidades de cada um. O município tem que ser o espelho dos seus cidadãos e se a hora não for essa então paciência, nunca mais teremos a chance de erguer a nossa bandeira que trará frutos saudáveis e em abundância para todos.

 
Everaldo Paixão
27 de dezembro de 2012.

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